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  AMIBA
Associação de Criadores de Bovinos de Raça Barrosã

Origem

A origem da ovelha Bordaleira de Entre Douro e Minho é comum à dos ovinos existentes a norte do rio Douro, descendendo dos troncos ibéricos Ovis aries iberica e Ovis aries ligeriensis que habitaram a Península Ibérica.


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Esta população do Noroeste de Portugal é bastante heterogénea, não só pelas influências no passado, da importação de ovinos vindos tanto do Sul do país como da vizinha Galiza. Este influxo de animais teve um ponto alto em meados do sec. XIX, com o desenvolvimento da indústria de chapéus de Braga e mais tarde com o aparecimento das fábricas a vapor do Porto, de camisolas e meias de lã, como descreve Bernardo Lima in Recenseamento Geral dos Gados (1870).

Todas estas influências levaram ao aparecimento de animais com velos cruzados (do tipo bordaleiro) na mais variada proporção, desde velos de boa qualidade e dimensão, a par de outros de características mais grosseiras a tender para o churro. Se anteriormente o objectivo era a melhoria da qualidade do velo hoje, com o aparecimento das fibras sintéticas, assiste-se à tentativa da melhoria da conformação e da precocidade dos borregos.

A raça Bordaleira de entre Douro e Minho, das raças ovinas do Norte de Portugal, é a que apresenta mais sinais desta troca de caracteres, visto que está situada em zonas de grande pressão demográfica, sendo os contactos comerciais mais fáceis e intensos.

Após décadas de perfeita deriva, e por iniciativa da Associação dos Criadores de Bovinos de Raça Barrosã (AMIBA) que nas suas acções em prol da raça Barrosã, era diariamente confrontada com solicitações dos seus criadores que também o eram de ovinos bordaleiros, iniciaram-se em 1998 os primeiros contactos com vista ao levantamento das características e localização e importância do efectivo ainda existente. Neste processo foi solicitada a contribuição da Direcção Geral de Veterinária (DGV) e da Direcção Regional de Agricultura de Entre Douro e Minho (DRAEDM), culminando estes esforços, no final de 2001, com a elaboração de um protocolo entre a DGV, a DRAEDM e a AMIBA para que esta última ficasse responsável pela elaboração do recenseamento do efectivo ovino desta raça, bem como pelo estudo das suas características actuais: produtivas, reprodutivas, morfológicas e genéticas.

Os trabalhos inerentes ao Registo Zootécnico/Livro Genealógico tiveram o seu início no final do ano 2001, estando actualmente numa fase que já permite concluir que o futuro da preservação e do melhoramento desta raça passará indiscutivelmente por uma estratégia comercial, que proteja e valorize os seus borregos, produzidos segundo as regras do modo de produção biológico, mas de rendimento reduzido quando comparado com outros.